Informações para pacientes PDF Imprimir E-mail

Como se formam?

A maioria dos órgãos abdominais e a própria cavidade abdominal são recobertos por uma camada chamada peritônio. Esta camada produz um liquido (liquido peritoneal) e funciona como isolante permitindo o movimento intestinal e dos outros órgãos dentro do abdome “sem atrito”. Quando, a cavidade peritoneal é aberta a simples exposição ao ar ambiente é um fator gerador de irritação desta camada. Some-se a isso o trauma provocado pela cirurgia e o resultado é um processo inflamatório não infeccioso. É importante ressaltar que este é o mecanismo natural de cicatrização. Após o trauma, há o deposito de fibrina (proteína tipo um cola) que gera uma aderência entre as partes (“literalmente gruda”). Continuando o processo natural há a fibrinólise, isto é a dissolução da fibrina, e o reparo final com formação de um novo peritônio. Contudo, freqüentemente fatores outros atuam que impedem uma perfeita fibrinólise, ficando, portanto, uma banda (“ponte”) ligando os órgãos.

Portanto: “As aderências são eventos “naturais” secundários ao reparo cicatricial, mas eventualmente podem determinar sérios problemas”.

 

Como diagnosticar?

O diagnóstico de suspeição é baseado nas informações que o paciente revela. Geralmente cólicas abdominais localizadas de intensidade variada, história prévia de cirurgia abdominal e pode haver distensão abdominal (aumento da barriga por gases). Os exames pertinentes deverão ser pedidos pelo medico que o acompanha, mas a tomografia computadorizada é padrão ouro. O diagnostico final será por videolaparoscopia na maioria das vezes permitindo inclusive a lise (liberação) da aderência.

 

Como prevenir?:

Considerando-se ser o processo cicatricial de reparo uma coisa natural, técnicos desenvolveram uma barreira física para impedir a aderência das partes, evitando que a fibrina faça esta adesão.

Esta película é biodegradável e não necessitará ser retirada. O organismo a dissolverá. Caso você ou seu médico queiram maiores informações, use o nosso Formulário de contato.

 

Quais são os riscos de uma aderência?

Esta ponte ligando dois orgãos ou ligando o peritônio a um órgão pode funcionar como uma armadilha na qual um segmento de intestino entre e fique preso. Pode ser um quadro crônico que leve a diminuição parcial do lúmen intestinal e o paciente tem cólicas localizadas. Contudo, o mais perigoso é o quadro agudo em que o intestino fica preso e obstruído, necessitando tratamento urgente. Os casos crônicos podem subitamente transformar-se em agudos. As aderências na pélvis feminina podem levar a distorções da anatomia e infertilidade.

Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2009 00:41
 

Área restrita



Informativos

Eduardo Linhares
Projetato Soluções Internet